HOLLYWOOD EM ALERTA: IA chinesa cria cenas hiper-realistas e estúdios partem para o ataque
Roteirista de Deadpool reage a vídeo viral com Tom Cruise e Brad Pitt gerado por IA: “Parece que acabou”. Entenda por que a Sidens 2.0 acendeu o sinal vermelho na indústria.
Se você ainda associava vídeo gerado por Inteligência Artificial a rostos derretendo ou mãos com seis dedos, talvez seja hora de atualizar o repertório.
A ByteDance, gigante chinesa dona do TikTok, colocou mais lenha na fogueira da corrida por IA generativa ao apresentar a Sidens 2.0, modelo que promete vídeos com nível de realismo próximo ao de uma produção de estúdio. E o impacto foi imediato.
O vídeo que virou combustível para o pânico
Um clipe de 15 segundos começou a circular nas redes: Tom Cruise e Brad Pitt em uma sequência de ação digna de blockbuster de US$ 200 milhões.
This was a 2 line prompt in seedance 2. If the hollywood is cooked guys are right maybe the hollywood is cooked guys are cooked too idk. pic.twitter.com/dNTyLUIwAV
— Ruairi Robinson (@RuairiRobinson) February 11, 2026
Detalhe importante: a cena nunca foi filmada. O material teria sido gerado a partir de um prompt simples. A qualidade chamou atenção não só do público, mas também de profissionais da indústria.
O roteirista Rhett Reese, conhecido por trabalhos como Deadpool e Zumbilândia, teria comentado em tom alarmado: “Parece que acabou”. O medo não é apenas pela estética, mas pela velocidade.
Por que a Sidens 2.0 é o “Aralto do Apocalipse”?
Diferente das versões anteriores, a nova IA resolveu três problemas críticos do setor:
- Física de Movimento: Adeus aos movimentos “derretidos”. A fluidez se aproxima de uma câmera real.
- Sincronia e Som: A IA gera áudio e ambiência integrados à imagem.
- Acesso: O que antes exigia supercomputadores começa a chegar a usuários comuns.
Processos e “Saqueadores”: A reação dos gigantes
A Motion Picture Association (MPA) — que representa estúdios como Disney, Warner e Netflix — estaria avaliando medidas legais contra o uso não autorizado de propriedades intelectuais no treinamento de modelos de IA.
A principal acusação envolve o uso de bibliotecas protegidas, incluindo franquias como Star Wars e conteúdos da Marvel, para treinar algoritmos sem consentimento formal.
O problema técnico é que modelos de IA não “desaprendem” com facilidade. Uma vez que os padrões foram absorvidos, removê-los do núcleo do sistema é um desafio técnico e jurídico.
O que esperar agora?
Estamos vivendo um possível “Dia D” da propriedade intelectual. Se a justiça não conseguir frear o avanço dessas ferramentas, o cinema pode se dividir em duas frentes:
- Produções Human-Made: Obras com selo de “feito por humanos” como diferencial de mercado.
- Cinema Infinito: Qualquer pessoa criando sua própria versão de um blockbuster em casa.
Até mesmo Elon Musk já alertou que o avanço da IA está acontecendo rápido demais. A questão agora não é apenas técnica — é jurídica, ética e econômica.
E você? A IA vai salvar ou transformar radicalmente o cinema como conhecemos?